Retentor traseiro motor EA111 – Etapa 1

Publicado por em 15 de outubro de 2018
Categorias: Retentores
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Retentor traseiro motor EA111 - Etapa 1 1

Nesta postagem conheceremos o conjunto retentor traseiro do virabrequim dessa família de motor da Volkswagen, sua construção, como funciona e outras qualidades.

O assunto serão divididos em duas etapas para melhor entender.

  • A primeira etapa é entender a função e a construção desse retentor traseiro do virabrequim.
  • Na segunda etapa como instalar corretamente esse retentor no motor.

Então, vamos começar!

Retentores era uma peça simples, de fácil aplicação, sem mais complexidade, usavam molas para ajudar na vedação do óleo que era a sua única função. Mas, na injeção eletrônica estes conceitos de simplicidades mudaram, inclusive os tipos de retentores. Veja na ilustração abaixo modelo dessa inovação automobilística aplicado nos motores da Volkswagen.

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Hoje, além de vedar o óleo, existe uma outra função conjunta que é sincronizar o ponto do virabrequim através de mecanismo que vamos explicar ao longo da postagem.

Conjunto retentor traseiro do virabrequim

A evolução dos retentores para vedação do óleo da parte traseira do eixo virabrequim, nos motores EA111 da Volkswagen, não se trata mais de um simples retentor e sim de um conjunto de retentor traseiro do eixo virabrequim. Na carcaça desse conjunto existem alojamentos para acoplar uma roda fônica e, na lateral um alojamento para um sensor de rotação.

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Trata se de conjunto, porque além de vedar o óleo do motor na parte traseira do virabrequim, ainda é responsável pelo sincronismo do eixo virabrequim e ainda informar através de uma roda fônica incorporada através de um sensor de rotação o sinal do giro do motor para o módulo de injeção.

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Nos antigos motores álcool e gasolina usavam se distribuidores, as famosas caixinhas de ignição, bobinas a óleo, platinados e condensadores, distribuidores do tipo Hall aos antigos a injeção também. Ainda hoje é possível encontrar no mercado estes modelos que estão se tornando relíquias.

O mecânico chega até em certos momentos surpreender-se quando chegam em sua oficina estes tipos, parecendo não mais conhecer a sua mecânica, o seu funcionamento!

Não fugindo o foco do assunto, iremos hoje apresentar um sistema novo, não tão novo assim, mas que apresentam muitas dúvidas quando na instalação e sincronismo do ponto do virabrequim nos motores da linha Volkswagen da família EA111, os motores aplicados no gol 8 e 16V, Saveiro 1.6, Voyage 1.0/1.6, Kombi 1.4, Fox 1.0, Golf 1.6 todos Power ou Flex Power de todas as gerações e potencias.

Sistemas modernos de distribuição

Nesses motores devido as construções do sistemas de injeção e ignição, foram precisos substituírem antigos sistemas para acoplarem os modernos, com isso atender o melhor para o motor do veículo nas questões de seguranças, leituras, economias, espaços, enfim, melhores aproveitamentos.

No caso dos motores em questões a Volkswagen construiu um tipo de retentor aplicando no flange traseiro do virabrequim três funções já descrito anteriormente que são:

  • Vedação do óleo;
  • Ponto do virabrequim em relação ao eixo comando de válvulas e;
  • Leitura da rotação do motor através da roda fônica.

Denominando assim um conjunto retentor: vedação, sincronismo e leitura da rotação do motor.

Construção do retentor

O retentor é do tipo lábios sem molas, a carcaça é construida de plástico (a maioria) e de alumínio, o retentor já vem preparado para ser aplicado. No seu interior para facilitar a aplicação vem um dispositivo plástico com diâmetro interno e externo igualmente da flange do virabrequim, para facilitar a aplicação e evitar danos ao retentor; o mesmo dispensa cola ou junta de vedação. Do lado da carcaça foi criado um alojamento (redondo ou quadrado) para fixar o sensor de rotação.

Obs.: Não retire o dispositivo plástico do alojamento do retentor e nunca coloque o retentor sem ele. No conjunto de retentor não acompanha o sensor de rotação!

Rodas fônicas e sensores de rotação são diferentes

Fique atento também aos tipos de retentores existentes e como usar a ferramenta para colocá-lo. Não são iguais totalmente, muda a roda fônica: vazada, dentada, lisa.

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Sensor de rotação

O sensor além de indicar perfeito sincronismo do virabrequim com o eixo comando de válvulas, ainda faz a leitura da rotação do motor indicando ao modulo que o motor entrou em funcionamento e junto com o sensor de fase que encontra fixo na parte traseira da tampa de válvulas do cabeçote executa a leitura através do comando de válvulas do 1º cilindro ou o que está em compressão, concluindo perfeito sincronismo do motor, melhor desempenho, economia, etc.

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Apesar do retentor ter três funções direta de trabalho, uma é diferente da outra e não interfere no funcionamento do motor se for corretamente aplicado. Isto porque a carcaça fica fixa ao bloco, o retentor é fixo na carcaça e a roda fônica fixa no flange do virabrequim e ainda temos o sensor de rotação que é fixo na carcaça do retentor.

Aplicação

A aplicação deste retentor no motor é extremamente fácil, não necessita junta, cola ou coisa parecida, porem a roda fônica necessita de ferramenta especial para aplicação, por ser colocada por interferência.

Essa interferência é necessária para evitar que a mesma quando girar o virabrequim fique parada ou desloque de sua posição e com isso, evitar avarias e erros de comunicação com o módulo. Se isso acontecer ou for aplicado errado o motor não vai entrar em funcionamento e se entrar vai ficar péssimo o funcionamento.

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Retentor

Este retentor além do original, existem vários outros modelos devidos os vários fabricantes deste modelo de retentor, cada fabricante construiu de uma maneira diferente do original. Na hora da aplicação gera dúvidas e, estas duvidas na teima acabam gerando problemas no funcionamento do motor.

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Por isso, na hora da aplicação toda atenção é pouca.

Instruções do fabricante

Leia as instruções do fabricante, analise antes da instalação, compare com o modelo do antigo retentor. Se estes pequenos detalhes forem observados evitará um imensa dor de cabeça, porque uma vez aplicado ou estará correto ou incorreto e se estiver incorreto além de ter que retirar do veículo novamente o motor ou o câmbio, kit embreagem, volante, enfim refazer tudo novamente, terá que substituir novamente o retentor por um novo, gerando prejuízos, por que o retentor uma vez aplicado não pode ser reaproveitado na maioria das vezes.

A falta de atenção na hora da aplicação, falta de ferramentas especiais para estes fins, pode gerar sim retrabalhos.

 Por isso recomendo sempre ler o que diz o fabricante antes da aplicação de qualquer peça em um motor. O fabricante caprichosamente discrimina na embalagem para quais modelos foram destinados suas peças, no caso o retentor, outros embalam suas peças de maneira pré-montado, nas marca de aplicação correta para o tipo de motor, outros fabricantes ainda advertem o usuário final para não abrir a embalagem antes de certificar-se que esta correto para tal aplicação. Enfim o fabricante contribuem muito.

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Então quais as maneiras corretas de aplicar este retentor?

Veremos com detalhes na segunda parte, confira no link abaixo:

Retentor Traseiro Motor EA111 – Parte 2

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