Rolamentos tensores de correias dentadas

Antes (e ainda hoje) o mais usuais rolamentos tensores de correias dentadas eram os rolamentos fixos, aplicados de forma que ficavam presos em seu alojamento e, a sua função além de manter a correia tensionada era somente rodar, como um rolamento comum. Hoje existem os rolamentos automáticos que são presos da mesma maneira que o anterior, porém tem mecanismos em sua estrutura que se movimentam conforme trabalha a correia dentada sincronizadas ao motor.

Diferença entre um rolamento tensor comum de um automático

Rolamento Comum - O rolamento comum não mantém a correia tensionada constantemente. Quando há desgaste na correia a mesma sofre deformação (laceia) e deverá ser corrigida manualmente através do tensor a sua tensão pelo reparador. Este feito evita que a correia dentada pule entre os dentes das engrenagens ou sofra quebra.

Observação: Raramente o reparador irá tensionar a correia dentada e sim substituir o conjunto, mesmo que os componentes estiver bons. Deveria, no caso de uma manutenção preventiva caso os componentes estiverem perfeitos! Por isso, da importância dos rolamentos tensores automáticos que dispensam estes reparos, mas cuidado! Porque este sistema é muito frágil que o anterior e pode enganar o reparador.

Rolamento automático - O rolamento tensor automático, como mencionado dispensa estes trabalhos do reparador, ou seja, o desgaste da correia dentada é ajustado automaticamente pelo mecanismo do tensor.

Como instalar corretamente o rolamento tensor automático?

A instalação desta peça é idêntica a um rolamento tensor comum, porem existem particularidades que devem ser seguidas a risca, ou então correrá grande riscos de danos ao rolamento e ainda ao motor.

A correia dentada tem lado correto de tensionamento e formas especificas de instalação, tanto que a correia dentada já vem em sua embalagem na forma correta de instalação. veja na imagem que a correia vem curvada.

Esta curva geralmente indica a posição da correia em relação ao virabrequim e o eixo comando e fica na posição de tensionamento do rolamento e este deve acompanhar o trabalho da correia. Não observado este item e feito de maneira contraria, o tensor poderá se soltar na maioria dos casos ou ficar desalinhado, expulsando a correia dentada de seus alojamentos.

Tensionamento da correia dentada com tensores automáticos

Estes tensionadores são preparados para curtíssimos movimentos bruscos, por isso devem ser instalados corretamente. A imagem abaixo descreve os itens de construção do rolamento e para que serve cada item que forma um todo do rolamento.

 

Observe que na sua carcaça da parte automática traseira, existe um local especifico para fixação, tipo encaixe: que pode ser no parafuso da bomba de óleo, em algum alojamento especifico ou outra forma para que o mantenha fixo; está posição tem que ser correta, para que a antena movimente-se posicionando a tensão que tem um limite demarcado e não deve após tensionado ultrapassar esta marca.

Nota que: De onde se encontra a antena até a posição de tensionamento, este é o limite de trabalho do tensor. Por isso, todo cuidado é pouco para trabalhar com esta peça, um erro poderá não causar danos de imediato, mas com certeza futuramente.

Como que trabalha o rolamento após instalado

Após instalado, tensionado e sincronizado a correia, ao flexionar a correia, verifique que a antena (agulha) do rolamento vai e volta para o lugar onde foi colocado, estes intervalos (movimentos), funciona exatamente quando o condutor passa de uma aceleração leve para uma com maior intensidade, ou então quando há uma redução de marcha inesperada ou até mesmo quando é ligado o ar condicionado e outros movimentos.

Neste vai e vem existem um trabalho de tensão para mais e para menos neste rolamento através de seu mecanismo que se estiver corretamente instalado nada sofrerá e muito menos a correia dentada.

Mas, caso esteja instalado incorretamente tensionado além do permitido, do lado contrario, quando acontecer estes movimentos que antes eram permitidos, ele vai travar rapidamente e neste intervalo a correia com certeza irá pular entre os dentes das engrenagens dentadas do comando ou do virabrequim.

O resultado é que o motor vai ficar fora de sincronismo (fora do ponto) e o motor vai afogar e não pegar mais. Se insistir pode acontecer o pior: a quebra da correia dentada.

Terrenos acidentados

Existem também terrenos inapropriados para este tipo de mecanismo, onde a aceleração e a desaceleração é continua e as vezes muito além do que o rolamento tensor possa suportar, não suportando a tensão além de seu limite ele trava e a correia pode continuar trabalhando até não suportar também a fricção forçada, ou seja, esta correia estará trabalhando esfregando as costas sobre o aço do rolamento que se encontra travado.

Resultado: vai quebrar com certeza ou então acontecerá outras avarias.

Se o condutor perceber e parar o veiculo caso o mesmo ainda estiver funcionando, afogue o motor e nada vai acontecer, principalmente aos componentes do cabeçote (válvulas, comando de válvulas, balancins, etc).

Trancos de partidas

Este tensor não tem seu funcionamento (fixo), como os antigos, ele trabalha conforme as exigências das forças do motor e mantém a correia dentada sempre tensionada. Mas existem problemas que causam danos neste tensor:

  • Ele não pode levar tranco em espécie alguma ou então compromete o seu funcionamento e sua vida útil, mesmo que tenha sido recentemente substituído.
  • Outro incidente que este rolamento não suporta é trancos de partidas (aquela empurradinha).  Aqueles manobras que o condutor faz quando o carro não tem mais bateria para uma partida de maneira normal, ou seja, na chave de ignição.

Na verdade qualquer rolamento tensor ou correia dentada não vai suportar estes trancos de partidas.

O que acontece se for tensionado errado?

No rolamento como já vimos, existe uma agulha que serve como referencia de tensão e na própria carcaça encontrará esta referencia onde a ponta da agulha deverá permanecer após instalado.

Deve lembrar também o lado correto para tensão, se tensionar do lado contrário que pede, imediatamente o rolamento poderá sofrer danos e poderá ficar batendo quando o motor entrar em funcionamento.

Além do ponteiro e da marca de referencia, na carcaça ainda poderá existir um encaixe de posição única da carcaça do rolamento, este encaixe é fundamental para a tensão correta do mesmo antes e depois.

Note que: quando rodar o motor no sentido anti-horário, este tensor tende a folgar a correia e se der uma volta brusca no virabrequim do motor no sentido horário, ele também dá uns trancos e é exatamente neste ponto de trabalho que ele vai além de seu curso bambeando a correia dentada, onde a mesma dependendo da folga pula nos dentes das polias dentadas. Isto acontece quando o rolamento é travado fora de sua referencia de trabalho. Qualquer danos neste rolamento pare imediatamente o veiculo e leve até um oficina. Fique ligado!

E se a correia pular ou quebrar?

Quando acontece somente de pular a correia dentada entre os dentes das engrenagens do comando e virabrequim a pane poderá ser pequena no motor. O que pode acontecer é do motor perder compressão e não pegar de jeito nenhum.

Nesta hora não se pode fazer nada, dar partida será insignificante, tranco nem pensar, porque irá piorar ainda mais correndo alto risco da quebra da correia e atropelamentos das válvulas pelos pistões. A única coisa a fazer é levar o carro rebocado ou guinchado até uma oficina mecânica, onde o reparador irá prosseguir com os diagnósticos precisos.

Outro danos ainda maior é a quebra da correia dentada, neste caso os danos são grandes no cabeçote, porque entortam todas as válvulas, precisando ser removido do motor para reparos e substituições das peças danificadas.

Veículos que já deram problemas nestes tensores

Motor quando sai fora do sincronismo (ponto), sem mais sem menos e não quebra a correia dentada o problema poderá estar no tensor ou na sua aplicação.

Vários veículos que dotam deste mecanismo e que trabalham em terrenos que exige muito do motor ocorreram muitos destes problemas, principalmente veículos utilitários.

Os problemas já vistos em oficinas foram solucionamos por hora com a substituição deste tensor pelos antigos (fixo).

Vários colegas já passaram pelas mesmas situações e optaram também pela troca destes tensores automáticos pelo fixo.

Os veículos que mais atendemos com estes problemas foram a Strada 1.4 Fire trabalhando em terrenos precários (pedras, poças d' água, barro, etc).

Os que circulam normalmente em vias pavimentadas ou rodovias não se tem noticias de avarias.