A caminhonete S10 veículo da marca GM com motor MWM Sprint eletrônico 2.8 com sistema de injeção Bosch, está deixando vários mecânicos de cabelos brancos e outros até carecas!

S10 MWM

Criei este artigo para descrever os vários problemas que vem ocorrendo no sistema de injeção da caminhonete S10 2.8 eletrônica, motor MWM Sprint sistema Bosch. Os diagnósticos aqui apresentados, os reparos solucionados servirão para todos os tipos de injeção diesel, tanto para caminhonetes como caminhões. Basicamente os princípios de funcionamento, componentes eletrônicos são os mesmos. O que muda são as particularidades do sistema e o software e os locais dos componentes eletrônicos aplicado no motor e carroceria.

Nota muito Importante: Antes de dar continuidade a este artigo, gostaria de tomar um minuto da atenção dos leitores, expor algumas notas e observações em relação ao titulo. Porque envolvem grandes e respeitadas empresas, indústrias e montadoras. Não seria justo e o leitor a de convir comigo, que elas além de produzirem estas benfeitorias, testam e comprovam originalidades e funcionalidade.

Os sistemas de injeção Bosch mencionados neste artigo como todos os sistemas da Bosch e todos os outros sistemas de injeção Diesel são de extrema confiança, e funcionalidade. Tanto quanto a montadora do veiculo e a montadora do motor. Ambas exercem engenharias perfeitas, portanto as panes são provocadas por mau uso, faltam de revisões, desgastes naturais, final de vida útil dos componentes, dirigibilidade, desconhecimento dos sistemas e tantos outros. Por isso seria antiético e talvez estivesse cometendo um deslize muito grande generalizado o sistema de monitoramento em questão, a marca da montadora e do motor.

Como todo sistema mecânico, eletrônico, elétrico, eletromecânico não estão isentos de problemas, panes e os mesmos necessitam de cuidados. Surgiram então os profissionais para solucionar tais anomalias. O que acontece é que a maioria dos reparadores não disponibiliza de recursos e muitos ficam atrás da tecnologia, ou seja, o mecânico defrontara com problemas, por exemplo: em uma caminhonete S10 lançada neste ano (2013), que daqui a 5 anos ou mais, data média que os problemas começaram a aparecer.

Agora pergunto: Como reparar um veículo deste daqui há 5 anos ou mais, sem conhecimento de como funciona? É o que está acontecendo exatamente com as S10 de antes de 2013, pois já faz mais de 10 anos que foram lançadas no mercado. E só agora estão apresentando problemas e mais problemas e sem conhecimentos, a maioria das oficinas brasileiras e reparadores não consegue de imediato resolver um simples problemas de conexão, por exemplo!

E não é só com as S10, é com vários outras marcas e modelos, pior ainda com os importados!

Socorro na Estrada

Parece até idiotice do autor deste artigo fazer tantos comentários a respeito, mas acredite que ao socorrer uma carreta na estrada com motor eletrônico Mercedes, e conversando com o condutor da carreta, comecei a perguntar o que havia acontecido, porque que o motor não pega e tudo mais. Ele me respondeu que numa certa cidade acabou o óleo diesel, então buscou o combustível colocou no tanque, bombeou para encher os filtros de combustível, pois estavam vazios, depois soltou um cano de bico. Foi na boleia deu partida, mas o motor não funcionou. Desceu fechou o cano de bico, deu novamente na partida e com muito custo o motor pegou. Feito isto seguiu viagem, mas durante 400 km teve que sangrar o sistema por umas 5 vezes a cada 100 km.

Perguntei: E como você sangrava o sistema?

Respondeu: Soltava o cano de bico!

Até que no final de 500 km rodados o motor afogou e não pegou mais, nem soltando os bicos.

Agora pergunto: o motorista conhece alguma coisa de mecânica?

Ele conhece o sistema?

Claramente que não!

E se disser que foi um mecânico de estrada que instruiu ele!

Pois esta é a triste realidade de todos os reparadores, não consegue ficar pareado ou sequer junto às tecnologias, porque nos falta treinamentos, os treinamentos são somente para as concessionárias e quando recorremos a ela nos negam informações, e o que fazemos nós, tentamos adivinhar os defeitos, jogamos na sorte até dar certo, e isto gera muitos incômodos, perca de tempo de dinheiro, prejuízos e mais prejuízos.

Venho caminhando nesta jornada há muitos anos, procurando sempre estar aprendendo, analisando item por item, especulando um aqui, outro ali, juntando informações aqui, outra lá, agarrando as oportunidades que vem em minha cidade, quando surge.

Levo sempre em consideração que: um convite por mais corriqueiro que seja lá estou, por que sempre ira surgir um macete que não conheço.

Vazamento de óleo diesel

Uma vez atendemos na oficina uma van de um viajante com motor eletrônico Sprint da Mercedes, o mesmo apresentava vazamentos de óleo diesel na bomba injetora, para nós na época era bomba injetora e não “bomba de alta pressão”, desconhecia este sistema. Eu e minha equipe fizemos de tudo para parar o vazamento e solucionar o problema, mas sem sucesso. O que fizemos foi colocar o veiculo no guincho e enviar para a concessionária que só existia na capital de meu Estado ha 300km.

Resultado: ficamos decepcionados, frustrados de não poder ter sanado aquele defeito.

Pois bem, passado alguns dias e aquele desafio ficou gravado na minha memoria, e tinha certeza que um dia iria saber por que vazava óleo diesel por ali, e como sanar o defeito. Até que um dia recebemos na empresa convite para participar de uma palestra sobre injeção eletrônica diesel, claro que iria, tinha certeza que ali eu descobriria aquele problema.

Na palestra assuntos definido e muito bem elaborado pelo palestrante, a explicação era de ponta. Entre um assunto e outro surge o assunto vazamento de óleo diesel. Aquele assunto me despertou que fiquei de olhos e ouvidos atentos, caneta e papel na mão pronto para anotar aquela resposta a minha pergunta que não queria calar. Vazamento vai, vazamento vem até que o palestrante fala sobre a bomba de alta do motor Sprint do Mercedes.

Ele dizia: este tipo de vazamento já pegou muitos mecânicos, já vi mecânico gastar caminhão de arruelas de vedação! Neste sistema existe entre a bomba de alta e o bloco uma ligação de óleo diesel e entre esta ligação, vai uma arruela de vedação que se retirada, não poderá ser mais utilizada, pois a mesma não vedará em hipótese alguma, e nenhuma outra, a não ser a original. Esta arruela tem um material exclusivo que só pode ser esmagada uma única vez, pois repare que ela é a única vedação entre a bomba e o bloco. Repare que não existem juntas e a bomba não encosta no bloco, somente esta arruela é responsável pela união. Por isso toda vez que retirar ou se soltar por acaso a bomba, substitua por uma nova e original. Dizia o palestrante!

Nunca mais me esqueci desta dica e jamais esquecerei!

Existem muitos outros assuntos, muitas experiências que já adquiri como mecânico sofrendo e aprendendo com os próprios erros, é assim o dia a dia de uma oficina mecânica, por isso sempre menciono aqui no blog, conversando com meus colaboradores, amigos...

Temos que buscar informações todos os dias, participar de cursos, palestra, encontros, bate papo, etc. Muitas informações que você não conhecia surgem a sua frente.  Guarde-a, anote você vai precisar um dia. E também nunca diga:

“Que é tarde demais, e que nunca precisará aprender mais do que já sabe”! “Lembre-se: que somos eternos aprendizes”!

Continuando com o assunto do titulo deste artigo.

Avarias no sistema de injeção da S10

Quando chega à oficina caminhonete S10, e o proprietário diz que ascendeu a luz da injeção (anomalia), e que a caminhonete perdeu força e sua velocidade ficou limitada a 70 e 80 km/h, e o acelerador não responde, fique esperto, por que provavelmente o problema pode ser no sistema de Turbo Compressor! Mas cuidado! Pois o problema não se limita somente a esta pane. São vários os problemas relacionados que serão detectados, quando entrar com o aparelho de diagnóstico.

Na maioria dos casos somente um defeito é o responsável por todos os outros. Eis o motivo de muitos mecânicos estarem ficando de cabeça quente! E não para por aí: Todo o problema na injeção diesel seja qual for o software que estiver executando o sistema, um único defeito provocará pane em todo o sistema.

Resumindo: na maioria dos casos, somente um defeito é o responsável por todos os outros.

Códigos de Erros

Antes de qualquer reparo no sistema de injeção diesel, recomenda-se conectar o aparelho Scanner, para através do rastreamento e leituras do sistema localizar onde apresenta o defeito, os erros.

São através dos códigos de erros detectados que existem as possibilidades de reverter à situação e reparar os erros, mas acontece que: em muitos casos como a falta do turbo quando é apresentada a pane, a luz de anomalia acende imediatamente no painel e o sistema passa a operar em emergência, limitando torque, aceleração e injeção de combustível. É por este motivo que a caminhonete perde “força”. Porém se desligar a chave de “ignição” e ligar novamente, o sistema volta a ficar bom por vários quilômetros, até que novamente o problema antes detectado volta acontecer.

Este serão erros presentes os mesmos antes detectados pela central, mas após ligar e desligar a ignição o problema imediatamente passa a ser (Erros passados). Pode o amigo mecânico comparar após o problema, sem dar nova partida no motor e no aparelho de rastreamento conectando ao sistema verá que o defeito (Presente) gravado é os mesmos (no passado).

Segurança do sistema

Para os donos destes tipos de veículos o sistema é perfeito, porque evita danos maiores no motor e em vários componentes a ele ligados. Mas existem os que insistem em trafegar assim mesmo, gerando com isto problemas irreversíveis no motor, no sistema de injeção e ainda gerando tremenda dor de cabeça para o mecânico.

Se isto estiver acontecendo não adianta insistir em andar com o veiculo, porque sem resolver a causa das panes não é possível andar por muito tempo e ainda correr o risco de fundir o motor.

O ideal é parar imediatamente quando a luz de anomalia ascender no painel, ou em casos extremos da viagem ou por falta de recurso, socorro seja lá o que for, use dos recursos (Emergência), que o sistema oferece para chegar a algum destino para reparação imediatamente.

Na maioria os principais erros gravados nestas panes são:

  1. Modulador de pressão do turbo
  2. Válvula reguladora do combustível
  3. Válvula limitadora de pressão (Rail)
  4. Sensor de pressão do Rail
  5. Sensor de temperatura do liquido de arrefecimento
  6. Injetor (1, 2, 3 ou 4), etc.
  7. Sensor de pressão e temperatura do ar de admissão
  8. Sensor de posição do motor (comando de válvulas)
  9. ECM (sem alimentação)
  10. Sensor de rotação do motor (arvore de manivelas)

Nota: estes são os controladores do sistema, qualquer pane em um deles deixará todo o sistema comprometido, é como se fosse uma instalação elétrica: se houver um ponto interrompido por um curto circuito, será interrompido parcialmente ou total o fluxo de corrente elétrica.

Para descobrirmos tais defeitos e detectar qual o responsável pela avaria o ideal é conhecermos como que funciona todo o sistema de injeção deste veiculo, buscar conhecimentos em cursos, palestras, trocar ideias com os companheiros de serviço, conversar com o proprietário do veiculo procurar se informar se antes foram feitos reparos, como que foi feito, porque foi reparado, há quanto tempo vem acontecendo estas panes, etc. Assim além de resolver quaisquer problemas, ainda fica letrado no assunto.

Aprender tudo é impossível e guardar o que sabe: pra que, pra quem?

Estes diálogos e conhecimentos são essenciais no dia a dia da oficina. Existe uma frase de minha autoria, que diz:

“O dono do veiculo ao entrar na oficina e conversar com o mecânico, conta e mostra todos os defeitos de seu carro!”.

Pode prestar atenção quando você for atender um cliente em sua oficina! Converse e ele te contará tudo. Se prestar atenção resolverá rapidamente os problemas deste veiculo.

É bom lembrar que de futebol, medicina e mecânica todos nós entendemos um pouquinho!

Digo esta frase, porque antes do carro chegar à sua oficina, com certeza pequenos reparos já foram feitos. Em outro lugar, pelo próprio dono ou por curiosos. Por isso da importância do dialogo, claro que nem sempre isto é possível.

No próximo artigo vamos conhecer este sistema passo a passo, conhecer os principais componentes, como que funcionam, quais as funções dos atuadores, sensores, para que servem e o que fazem. As vantagens e também conhecer outros componentes importantes para gerar esta alta pressão e ainda outras dicas importantes.

Siga o link: Sistema de injeção Common Rail


Conheça também os manuais técnicos:

MTCO - #Manual técnico de Corte de Óleo

MTRMF - #Manual técnico da Retifica Motor do Fusca


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