Alguns anos atrás quando se falava em sistemas de veículos, falava somente em sistemas de freios, elétricos e de transmissão e o motor somente motor com sistema carburado e isto englobava todos os veículos nacionais.
Estes sistemas funcionavam muito bem, fácil manutenção, todos os mecânicos sabiam suas funcionalidades, o aprendiz de oficina aprendia facilmente, tanto que oficinas mecânicas das antigas passavam de pai para filhos.

Autopeças

As montadoras lançava um modelo e pouca coisa era mudado de um ano para outro e estes modelos ficavam por anos no mercado, facilitando muito a vida dos mecânicos, peças eram encontradas facilmente, os acessórios não necessitavam de software, programas especiais para gerenciar um autopeças, usavam uma palavra sem repetição de letras para catalogar os preços das peças, tinham estoques para atender qualquer reparação nos sistemas da época. Os autopeças não tinham a necessidade de estar diariamente fazendo pedidos como hoje.

Combustível

O combustível era único, óleo diesel era para pesados e caminhonetas e o álcool e gasolina para os leves, cada um com a especificação de seu combustível. O carro era a gasolina ou era a álcool!

Normas Europeias

A Volkswagen, em 1989, como sempre nunca ficando atrás de novas tecnologias trouxe para o Brasil essa nova engenharia automobilística cara e limitada versão esportiva do Gol, seu carro mais popular. Assim nasceu o Gol GTi, com um motor 2.0 8V a gasolina capaz de entregar 112 cv de potência com a conveniência de dar menos manutenção que o carburador e aposentar de vez o incômodo afogador.

Novas tecnologias

Devido a esta nova tecnologia Europeia trazida pela Volks, todas as montadoras para não perder mercado, também embarcaram nesta tecnologia.

Esta tecnologia era o novo sistema de injeção de maneira eletrônico que veio para acabar com emissões de gases tóxicos que saiam dos escapamentos dos carros para a atmosfera, a eletrônica foi envolvida nos motores de todos os veículos do mundo.

Era uma Norma mundial obrigatória a todos os fabricantes de veículos do mundo que a partir de 1990 deveriam implantar sistema eletrônico de injeção de combustível na construção dos motores de seus carros, para a proteção do meio ambiente. Nos países de primeiro mundo isto já era legalizado, testado e aprovado desde 1980.

Novos rumos para as oficinas

A partir desta norma amigos leitores, os mecânicos tiveram que se adaptar à nova engenharia mecânica de motores.
Isto não foi fácil, não é fácil e ainda é muito complexo reparar veículos eletrônicos, por causa dos conhecimentos que não alcançam a tecnologia, cada dia mais difícil trabalhar com tanta tecnologia embarcada, que literalmente confundiu de vez a vida do mecânico que não sabe mais se é mecânico, eletricista ou eletroeletrônico, é tantos componentes eletrônicos no motor, são tantas funcionalidades no painel do veículo, são tantos sistemas que o mesmo acabou por se perder dentro da própria oficina sendo um desconhecido na sua própria profissão que até mesmo o nome antes dos mais conceituados dentro do mercado de trabalho mudou, antes MECÂNICO agora REPARADOR TÉCNICO.

Reparador técnico

Reparador sim, técnicos estão muito longe de ser, porque a técnica não chega até o atual reparador, não consegue buscar informações e quando encontra algo o informante também tem poucas informações diante de suas dúvidas.
Dentro de uma oficina mecânica bem conceituada, bem próxima de uma concessionária tem lá 10, 15, 20 tipos e modelos diferentes de carros e problemas diferentes, longe de uma solução porque simplesmente não se consegue suportes técnicos adequado, de qualidade, parece até que as próprias concessionárias não conhecem ou não querem ajudar de maneira alguma. Enfim, são tantas os problemas, informações ausentes que não se consegue mais ser um reparador como dizem.