Eletro injetores (bicos injetores)

Os eletros injetores conhecido como "bico injetor" é um componente comandado eletronicamente pelo modulo de injeção, fazendo com que ele injete a quantidade de combustível compatível dentro dos dutos do coletor de admissão.

O sensores emitem sinais para a central avisando que já pode ser injetado o combustível, como os injetores estão instalados no coletor de admissão a injeção ar/combustível para os cilindros se tornam perfeitos, com grande precisão na queima, evitando o desperdício, perca de potencia e contaminação do meio ambiente.

Os injetores são alimentados com combustível através de uma bomba elétrica instalada dentro do tanque a uma pressão calibrada pelo regulador de pressão entre 3 a 3,5 bar,  além de uma vazão constante para que não exista falhas no sistema de injeção.

Estes injetores são instalados e vedados com uma das extremidades em um tubo conhecido como flauta e a outra parte no coletor de admissão, direcionado o jato pulverizado para dentro dos cilindros do motor.

Mesmo que a quantidade de combustível injetado e o tempo de injeção variam conforme o tipo de sistema, a dosagem do carburante será sempre de grande precisão; é essa perfeita dosagem de ar/combustível que permite a correta distribuição em cada cilindro do motor.

A unidade eletrônica (UCE), é que avalia o tempo ideal de abertura do injetor em função dos dados recebidos dos diversos sensores (modos periféricos). O tempo de abertura do injetor, determinado pela UCE, é dado pelo numero de rotações por minuto (RPM) do motor e as condições do ar aspirado. Esses sinais determinam a Base, que é modificado mediante a integração computada dos sinais gerados pelos sensores periféricos.

Esses sensores quantificam-se em forma de sinais elétricos a:

  • Temperatura do motor (liquido de arrefecimento);
  • Tensão da bateria
  • Condições do ar admitido;
  • Situação em que se encontra o ângulo de abertura da borboleta;
  • Sinal enviado pela Sonda lambda (que monitora a quantidade de oxigenio).

Para entender todos estes processos, sinais e variações no sistema de injeção eletrônica de combustível, faz se necessário primeiro entender os conceitos de fornecimento de combustível para o motor. Este sistema tem início lá no tanque de combustível, onde um sensor transmite ao indicador do painel o nível de combustível existente. Veja na imagem abaixo:

Circuito de alimentação de combustível

O combustível é aspirado por uma bomba especial alojada no interior do tanque de combustível, esta bomba está ligada diretamente na linha de combustível, onde o combustível é levado até os injetores com pressão controlada por uma unidade de pressão instalada no motor.

Neste sistema, o fluxo de ar encontra menos obstáculos do que no sistema de carburador, porque  é eliminado o difusor. O coletor de admissão apenas conduz o ar, não interferindo na mistura do combustível, portanto o formato do coletor pode ser fabricado de maneira a dificultar o mínimo possível o fluxo de ar, sem necessidade de criar galerias como, por exemplo: criar um foco calorífico.

A tecnologia digital do computador permite que o volume de injeção seja ajustado às várias condições de funcionamento do motor, tais como: controle de marcha lenta, carga parcial ou total. Esse cálculo ideal do ponto de injeção e ignição melhora a dirigibilidade e reduz o consumo excessivo de combustível e, reduz a emissão de gases poluentes na atmosfera.

As outras funções comandadas pela UCE são controlar e regular o:

  • o tempo de injeção;
  • o ponto de injeção;
  • a partida a frio;
  • o enriquecimento na aceleração;
  • o enriquecimento com carga total;
  • o ar em marcha lenta;
  • Cortar o combustível na desaceleração;
  • Limitar o número máximo de giros do motor;
  • Recircular os vapores de combustível;
  • Controlar o sistema de climatização;
  • Autodiagnósticar.

Estes dados permitem vantagens significativas do sistema, temos com isso, economia de combustível em todas as fases de operação do motor, níveis mais baixos de gases nocivos que saem pelo escapamento, isto porque são regulados através da sonda lambda e do conversor catalítico, melhor partida (especialmente a frio), melhoria no desempenho do motor, não necessita regulagem, estabilidade da rotação em marcha lenta, suavidade na dirigibilidade em trafego (livres de trancos e solavancos), redução do desgaste do conjunto do cambio, controle no vapor de combustível, e autodiagnósticos de defeitos e anomalias no sistema.

Mais potencia menos combustível

Como nos carburados a injeção eletrônica aumenta a potência do motor quando acelerado, com uma diferença do sistema antigo: quanto mais acelerado, menor é o consumo de combustível, devido a distribuição da mistura ser mais eficaz, pois, existe entre a aceleração e a injeção do combustível um tempo mais curto no movimento do acelerador. E isto faz com que o motor do carro responda rapidamente as acelerações.

No sistema Bosch, um dos sistemas eletrônicos mais utilizados, essa vantagem fica bem evidente; pois as pressões do combustível são mais baixas que a dos sistemas mecânicos. Este sistema é equipado com uma bomba de combustível elétrica que aspira, do tanque, um volume de combustível bem maior do que necessário para a injeção, mas o combustível em excesso retorna ao tanque através de dutos, evitando a possibilidade de bolsas de ar e vapor da gasolina.

Sistema elétrico do injetor

Os injetores por sua vez se mantêm fechados, sob a ação de molas e são abertos por solenoides.

O volume de combustível injetado depende do tempo que o solenoide mantém o injetor aberto. Esse tempo, por sua vez, depende do sinal por frequência que o solenoide recebe da UCE. Os dispositivos sensíveis permitem a UCE, determinar com precisão o momento exato da abertura e fechamento dos injetores.

Além dos injetores a UCE controla também para uma perfeita injeção a:

  • Pressão do ar no coletor;
  • Temperatura do ar;
  • Temperatura da água;
  • Posição do pedal do acelerador;
  • Posição da borboleta.

 

Classificação dos sistemas de injeção eletrônica

Os sistemas de injeção existente no Brasil são classificados de single point ou multipoint.

Nos sistemas single point ou mono injetor existe uma única válvula de injeção, a qual encontra-se alojada no TBI logo acima da válvula de aceleração (exemplo: sistema Mono Motronic).

Enquanto que, nos sistemas multi point possuem uma válvula de injeção para cada cilindro, alojadas no coletor de admissão acima da válvula de admissão do respectivo cilindro.