Alguns componentes do sistema de injeção

Este artigo apresenta alguns componentes necessários ao funcionamento do sistema de injeção e do motor

Unidade de comando Eletrônica (central)

 

 

Esta unidade é o elemento responsável por todo o gerenciamento do sistema da injeção eletrônica do motor, recebendo informações dos sensores e analisando os dados, ela fornecerá impulsos para todos os atuadores principalmente para os eletros injetores, podendo ser maior ou menor o determinado tempo de abertura dos mesmos. Fornecerá ainda um comando eletrônico que fará o avanço do distribuidor melhorando desta forma a queima da mistura no interior da câmara de combustão.

A unidade de comando eletrônica é constituída por componentes analógicos e digitais, e também um microcontrolador, todos agrupados em placa de circuito impresso, tipo dupla face.

Tanque de combustível

Aqui neste componente essencial para o veiculo e para o sistema de injeção, fica armazenado o combustível, onde, o mesmo deve estar limpo, livre de impurezas que possa vir a entupir os filtros prejudicando a livre circulação do combustível até o sistema de injeção. Isto poderá resultar até numa possível parada de funcionamento do motor do veiculo.

E aconselhável manter sempre no interior do tanque uma quantia considerável de combustível, pois como o combustível esta sempre em circulação dentro do sistema ele poderá esquentar demasiadamente e criar bolhas de ar, estas por sua vez prejudicariam o sistema de injeção, principalmente ao chegarem até os injetores.

3 – Filtro de combustível

 

Os filtros de combustíveis são construídos internamente com elemento de papel, devido a este material se deteriorar com muita facilidade ao reagente do combustível, recomenda se a substituição periodicamente ou sempre que julgar necessário. Encontra se instalado em série com a bomba de combustível, com isto garante o correto funcionamento do sistema de injeção, evitando que possíveis partículas de sujeiras obstruem a passagem de combustível pelos bicos injetores.

Toda vez que chegar na oficina cliente reclamando de perca de potência no veículo ou que o carro não está andando, desenvolvendo como deveria, isto poderá ser sinal que o filtro de combustível está obstruindo a passagem do combustível para o sistema.

Regulador de pressão

Este componente é responsável por manter controlado a pressão de combustível na linha de alimentação entre 1,90 a 2,10 bar, nesta válvula contem um diafragma e uma mola que controla esta pressão, e fica localizada no sentido do fluxo do combustível na linha, em alguns casos, antes ou depois dos bicos injetores.

A função deste componente é justamente ajustar e controlar com precisão a pressão do circuito de combustível, retornando ao tanque o excesso de combustível enviado pela bomba.

O regulador de pressão mantém constante e controlada a diferença de pressão entre o sistema de combustível e a pressão também no coletor de admissão. O limite das pressões mínima e máxima dependerá da força do vácuo do coletor de admissão que, por sua vez, dependerá da posição do pedal do acelerador.

Bomba de combustível

 

A bomba de combustível do sistema de injeção eletrônica é do tipo elétrico e geralmente é instalada junto a uma carcaça alojada no interior ou fora do tanque de combustível. Quando esta instalada fora do tanque é protegida por uma bandeja metálica.

Esta bomba é acionada através de relé de controle. No eixo do motor está acoplado engrenagens excêntricas ou roletes, que ao ser acionada realiza o bombeamento do combustível, pressurizando o mesmo para a linha de alimentação do sistema.

Este dispositivo possui internamente duas válvulas. Uma é a válvula limitadora de pressão que funciona como uma válvula de segurança e a outra é uma válvula de retenção, que impede o retorno de combustível quando desligada, garantido, assim, a partida rápida em qualquer instante no motor.

 

Esta bomba é do tipo palheta, com pressão positiva máxima de 6 bar.

Importante:

No caso de gás GNV (GAS NATURAL VEICULAR), é precisamente recomendável deixar no mínimo ¼ de combustível no tanque, para evitar a queima da bomba de combustível, devido a bomba estar em funcionamento quando da partida do motor e se não tiver combustível no tanque com certeza a ela vai queimar, pois, a mesma trabalha submersa no combustível que há dentro do tanque.

Vejam na figura abaixo, os elementos que compõem esta válvula:

A bomba é formada de:

  • Tampa de saída;
  • Válvula de retenção;
  • Terminais;
  • Supressor;
  • Válvula reguladora de pressão;
  • Escova de grafite;
  • Tampa porta escova;
  • Coletor;
  • Induzido;
  • Imã;
  • Corpo;
  • Base compressora;
  • Mancal;
  • Turbina;
  • Tampa de entrada.
  • Disco rotativo.

 

Sua tensão de alimentação é de 12 volts ao ligarmos a chave de ignição. Ela funcionará por exatos 2 segundos, e após terá seu comando dependente de um circuito reserva comandado pelo interruptor de pressão do óleo, que deverá ter uma pressão mínima de 0,28 bar. O motor da bomba é alimentado pela bateria através de relé, que é ativado ao mesmo tempo em que o motor de arranque faz a partida no motor.

Eletro injetores (bicos injetores)

 

Este componente é provido de válvula acionada por um solenoide comandado pela central (unidade de comando).

Ele recebe impulsos que variam de acordo com o tempo necessário para a injeção correta de combustível dentro das câmaras de combustão. Isto de acordo com as informações que foram fornecidas pelos sensores a central do veiculo.

São normalmente construídos de aço inox e sua tensão de alimentação é de 12 volts. sua resistência interna pode variar entre 1,5 a 2,3 ohms.

Os injetores mais comuns são os eletromagnéticos como ilustrados na figura abaixo:

 

Elemento do filtro de ar

Embora não seja propriamente um componente da injeção eletrônica, mas é de fundamental importância para o sistema, pois, será este elemento filtrante responsável por impedir a passagem de impureza para o ar que está sendo admitido pelo motor. Se caso o filtro não filtrar as impurezas podem comprometer a mistura do ar combustível e ainda comprometer o motor.

Você sabia que: foram constatados em oficinas que veículos chegaram guinchados por falta de funcionamento, devido ao filtro de ar estar totalmente obstruindo?

Sensor de Posição da Borboleta

 

Este sensor é montado em conjunto com a borboleta, levando informações para a central, para que sejam analisados e processados corretamente a quantidade de combustíveis para cada situação do motor.

A borboleta do acelerador é comandada pelo pedal e é também responsável pelo controle de ar admitido nos cilindros.

Para que exista uma leitura perfeita destes dados, no eixo da borboleta encontra-se um potenciômetro com resistência de três terminais, sendo dois fixos, e um terceiro movimenta se no centro destes dois variando a tensão para mais e para menos. O potenciômetro informa o quanto a válvula esta aberta, variando a tensão de 0 a 5V. Recebendo este sinal a central calcula o ângulo de ignição e o tempo de injeção. As informações enviadas também pelo sensor de borboleta são importantes para o controle da admissão do ar e marcha lenta. A velocidade de marcha lenta é reconhecida quando a tensão é menor que 1V, nesta posição a válvula de aceleração estará fechada.

Então teremos os seguintes parâmetros:

  • Borboleta fechada – nesta posição a central regula:  marcha lenta e a desaceleração do motor;
  • Borboleta parcialmente aberta – neta posição, que tem inicio a partir de 5% de abertura, a central controla: a razão ar/combustível na relação estequiométrica; o nível de emissões nos gases de escape, através do sensor de concentração de oxigênio (HEGO); comanda o purga do filtro canister.
  • Borboleta totalmente aberta – a partir de 70% de abertura da borboleta, o sistema trabalha em malha aberta, ignorando as informações do HEGO; o sistema trabalha com misturas ricas visando melhor desempenho.

Importante - Se um defeito for detectado no sensor de borboleta, a central adota um valor de sinal baseado na velocidade do veiculo, possibilitando o funcionamento do motor, mesmo que de maneira incorreta. Podendo resultar em uma velocidade irregular e marcha lenta (ficando mais elevada).

A tensão de referência do sensor de borboletas é de 5 volts, quando estiver totalmente aberto ela deverá ser maior que 4,50 volts e fechada menor que 1,25 voltas.

Sensor da pressão do ar

 

Também conhecido como sensor de pressão absoluta. Este componente da injeção é um dispositivo sensível que envia sinais para a central, isto é, quando a pressão de ar no coletor sobe e desce.

Este sensor está ligado através de mangueira ao corpo de borboleta.

Ele fornece informações de pressão através de um sinal variável resultante de uma variação da resistência do elemento sensor. Os dados constatados são calculados a massa de ar admitida e a quantidade de combustível a ser injetado e ainda é calculado o avanço da ignição.

Normalmente este componente é do tipo PIEZO-RESISTIVO, que consiste de um diafragma semicondutor, e em sua superfície há uma camada resistiva que lhe concede atributos piezos-resistivos, ou seja, a resistência do material se altera proporcionalmente coma as variações nas dimensões do diafragma.

Sua tensão de referencia é de 4,90 volts com a borboleta de aceleração totalmente aberta, e de 0,30 volts com a borboleta fechada.

Quando o motor estiver desligado e a borboleta for aberta mais de 70%, neste caso a borboleta vai estar totalmente aberta, e o sensor levará um valor próximo da pressão atmosférica, a central fará uma leitura da pressão barométrica do local onde se encontra o veiculo.

 

Sensor de temperatura do ar

Dispositivo muito sensível à temperatura, ele determina através da central de controle, a duração do pulso de abertura dos injetores. Ao mesmo tempo em que o ar passa através do sensor de fluxo passa também pelo sensor de temperatura que, por sua vez, informa a temperatura do ar admitido.

Do tipo NTC (Coeficiente Negativo de Temperatura), apresenta uma característica negativa de resistência com a temperatura, ou seja, o valor de resistência do sensor diminui quando a temperatura aumenta.

A informação fornecida pelo sensor é processada pela central para calcular a massa de ar que está sendo admitida pelo motor e assim determinar a quantidade de combustível a ser injetado e o avanço de ignição.

 

Neste artigo não estão todos listados os componentes da injeção, mas veremos com maiores detalhes em outros artigos.